Confecção de jalecos, o ramo da industria têxtil que não está sofrendo com a crise econômica.

jaleco

A confecção de jalecos está sempre em alta, seja pela quantidade de formados que usam o jaleco como EPI ou pelo percentual de alunos que fazem cursos de áreas biológicas.

O ano de 2014, foi marcado pela crise em praticamente todos os setores da economia brasileira. A indústria têxtil ( de roupas) não ficou fora dessa crise e acabou eliminando cerca de 20 mil postos de trabalho no ano passado, tendo uma queda de 5% no seu desempenho.

Esse ano a indústria têxtil brasileira está passando por um período de ajustes e pelos resultados que foram mostrados até agora, as expectativas de que retomassem ao seu crescimento a partir de 2016, foram frustradas e a recessão no setor tende a continuar em 2016.

Alguns fatos deram base a permanência do setor têxtil em crise, em especial, o encarecimento dos custos de produção, como a energia elétrica e a tributação, além da concorrência com os produtos de origem chinesa, bem mais baratos do que os brasileiros.

Mas, nem todo o setor têxtil encontra-se em crise. Alguns ramos do setor como o mercado de fardamentos permaneceram com sua vendagem mantida. Podemos explicar esse fato baseados em dois pontos, o fornecimento de fardamentos para o setor público e a confecção de jalecos.

O mercado de uniformes, recebe grandes demandas de pedidos do setor público, não estando ligado apenas a grandes empresas, pois as licitações públicas estão ao alcance das pequenas e médias empresas também, já que a Lei Complementar 123/2006 garante a participação exclusiva em licitações de até R$ 80 mil, para as micro e pequenas empresas e um reserva de 25% de toda a contratação, no caso das negociações com valores superiores a este.

Como os fardamentos são equipamentos necessários para o trabalhador, os pedidos continuam sendo feitos mesmo durante a crise e torna a possibilidade de fornecer para o poder público uma boa oportunidade de lucro para o empreendedor desse setor.

Outro fator que permitiu o mercado de fardamentos permanecer com sua vendagem mantida, foi a maior inserção de estudantes no nível superior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, o percentual de estudantes de 18 a 24 anos que frequentam o ensino superior no Brasil era de 58,5% do total de estudantes da mesma faixa de idade. Esse é o maior percentual nos últimos dez anos, onde em 2004, esse número era de 32,9%.

Dentre esse estudantes, o uso de jaleco é obrigatório em aulas práticas e estágios nos cursos de química, área de saúde entre outros, permitindo tornar a confecção de jalecos uma outra alternativa para ganhar dinheiro no setor têxtil mesmo com a crise. Segundo a Unicolors, uma das grandes marcas de jaleco no atacado, as perspectivas são boas e os investimentos estão mantidos.

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